
O Willys Gordini 1967 (Gordini III) no Brasil tinha esse nome em Homenagem a Amédée Gordini, preparador de renome da Renault. O carro era um sedã compacto com motor traseiro 845cc de 40cv (versão mais potente), tração traseira, câmbio de 4 marchas, suspensão independente nas quatro rodas e freios a disco dianteiro (opcional pioneiro), focado em desempenho esportivo com estilo Renault/Gordini, apesar da fama inicial de fragilidade.
Em 1959 a Willys iniciou a produção do Dauphine que era a mesma carroceria desprovida de frisos e com um cambio com 3 marchas e motor de 36 HP. Em 1962 era lançado o Gordini que era a versão mais potente, em 1966 lançaram o Gordini II e assim sucessivamente até o IV em 1968 quando deixou de ser fabricado.
Especificações Principais
- Motor: 4 cilindros, 845 cm³, refrigerado a água, comando de válvulas simples no bloco, carburador simples (original) ou duplo (versões 1093).
- Potência: 40 cv (brutos) a 5.200 rpm (versão brasileira), com torque de 5,75 mkgf a 3.800 rpm, sendo a versão 1093 ainda mais potente.
- Desempenho: Velocidade máxima ~118 km/h, 0-100 km/h em ~36,5s (original), com melhorias para as versões esportivas.
- Câmbio: Manual de 4 marchas, tração traseira.
- Suspensão: Independente nas quatro rodas, com molas helicoidais e sistema Aerost na traseira, reforçada para o Brasil.
- Freios: A disco na dianteira (opcional no Gordini III, novidade no Brasil) e tambor na traseira.
- Dimensões: Cerca de 398 cm (comprimento), 152 cm (largura), 144 cm (altura).
- Peso: Em torno de 750 kg.
- Rodas/Pneus: Pneus 5.00×15, com calotas de cubo rápido (em algumas versões).
- Apelido: Recebeu o apelido de “Leite Glória” devido à fragilidade da suspensão em certas condições.

Painel do Gordini é lindo veja o Mostrador de Velocidade como é futurista para a época.
Importante destacar a humildade do Sr. Romano muito gentil responde todas as perguntas sobre o seu carro que ele simplesmente ama, mas como ele diz não é um carro para jovens, por que os mais novos desconhecem o carro, e um Gordini exige um pouco para dirigir, primeiro é preciso entender o seu toque e encaixar as marchas e não sair rasgando, e isso exige uma relação de confiança.

Motor Integro como se tivesse saído de fabrica ontem
Romano é membro do nosso clube desde sua origem e hoje ele nos conta um pouco essa sua paixão pelo simpático carrinho que não tem nome, é só o Bege! Ele tem outro carro de coleção, mas isso é para outro momento.
Ele para manter o Gordini ele precisou de uma logística que ele teve que manter em sua casa, por que quase não se encontra peças para ele, e a solução é fazer estoque quando encontra, segundo ele nos contou com as peças que ele tem dá quase para montar outro Gordini, mesmo quando ele encontra algo não pode perder tempo deve logo ser adquirido, ele me contou que numa viagem a Argentina ele viu pneus para o carro e eram brasileiros feitos para aquele país e ele não pensou duas vezes comprou logo cinco pneus, lojas especializadas nessa marca são muitos difíceis e quando acha são muito caras as peças, existem algumas no sul do Brasil devido à proximidade com as fronteiras do Uruguai e Argentina.

A pintura do carro foi muito bem feita e realçam todas suas linhas
O Gordini foi muito comum no Brasil até o inicio dos anos 70, sendo o Nosso Bege o ultima série de 1967 quando parou de ser fabricado. O Romano tem esse carro desde 2003, mas ele teve outro antes que alias foi seu primeiro carro por volta de 1973 quando ele trocou um gravador de fitas k7 pelo carro ele foi buscar o carro em São Bernardo e para ele levar até São Caetano do Sul foram seis horas e mesmo assim teve que apelar para um reboque, depois de um ano mexendo no carro teve que desistir por causa da documentação.
A Frustração de não poder dirigir o seu primeiro Gordini o fez vender um Aero Willys 68 para comprar o Bege, e com esse Gordini ele foi para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ele como alguns aqui do nosso clube também pertence a outro clube que é o REUMATISMO CAR CLUBE de São Bernardo, ele deixou uma frase muito poética sobre essa paixão por carros antigos: “ O carro antigo sempre tem historias, o que faz surgirem as novas amizades. Na rua as pessoas acenam e lembram do passado. Na estrada a visão para frente é sempre livre, mas basta olhar para trás para ver a quantidade de carros modernos que passam devagar por cada de um de nossos carros acenando e fotografando”.
UM ATRATIVO

A Caixa do estepe é na frente e ele se acomoda debaixo do porta mala

Percebeu onde fica o Estepe?


O Cofre do Motor é bem apertadinho para os padrões da época

Interior do Gordini está integro e perfeitamente conservado


Espero ter despertado um pouco em você a curiosidade sobre esse carrinho tão simpático que foi feito aqui no Brasil e marcou diversas gerações.