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FIAT 147: O PEQUENO VALENTE!

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Em 1976, em plena Ditadura Militar, uma marca italiana ousou quebrar um tabu e resolveu investir aqui no Brasil quebrando o isolamento econômico que o país passava.  Era a FIAT que escolheu o estado de Minas Gerais e a cidade de Betim para instalar sua fabrica.

O FIAT 147 é um automóvel derivado do modelo 127 que trazia para o Brasil a esperança de oferecer consumo de combustível baixo e ainda introduzir um novo conceito de combustível o etanol, tudo isso para amenizar a crise do Petróleo que tinha se iniciado em 1973 e fazia verdadeiros rombos na economia do país e das famílias.

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https://www.autoindustria.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Fiat-polo-betim.jpg

Imagem da Fabrica na Atualidade

A empresa fez um longo trabalho de propaganda para mostrar a durabilidade do carro ao brasileiro que estava muito arraigado nas marcas que estavam aqui e competir com o Fusca não seria fácil. E o pequeno 147 foi para o combate e não preciso dizer que o carro sofreu pesadas criticas dos concorrentes.

CHEGANDO COM TUDO

O Fiat 147 foi lançado no Brasil em 1976 como um marco na indústria automotiva, trazendo motor transversal e tração dianteira. Abaixo, a ficha técnica detalhada da sua versão pioneira (1976/1977) com motor 1050

Motor e Desempenho

  • Motor: FIASA 1.050, 4 cilindros em linha, dianteiro e transversal
  • Cilindrada: 1.048 cm³
  • Potência máxima: 55 cv a 5.800 rpm
  • Torque máximo: 7,8 kgfm a 3.800 rpm
  • Alimentação: Carburador simples
  • Velocidade máxima: Aprox. 135 km/h

Na época a FIAT foi muito incompreendida pela sua escolha na localização da fabrica longe do polo automobilístico que era no ABC de São Paulo e a escolha de Betim em Minas Gerais transparecia falta de conhecimento, mas era estratégia empresarial, a fabrica resolveu desenvolver sua estrutura de fornecedores e alcançar outros mercados.

Os primeiros 147 vinham com motores de 55 cv e algo inovador na indústria de carros por aqui, era o motor transversal que deixava o carro mais compacto e espaçoso no seu interior, e logo ele começou a roubar o espaço da Brasília, que ironia o Fusca não foi para a disputa e sim a Brasília um carro mais luxuoso.

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No inicio causou estranhamento seus pedais muito pequenos para os padrões do Brasil, mas seu consumo de combustível foi um grande atrativo em janeiro numa pesquisa de desempenho feita pela Revista Quatro Rodas entre o 147 e a Brasília ele teve um rendimento de 13 km/litro e a Brasília com seu motor 1600 fez 11km/litro.

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Surgiu um monte de piadas sobre o 147 na época, mas nos anos seguintes ele se tornou o carro dos jovens e das famílias urbanas. Pelo fato dele ter somente 3,62 metros e 780 kg e agora com um motor 1300 que substituiu o 1050 inicial, isso fez o carro ser perfeito para o ambiente urbano e irregular que eram as ruas e estradas do Brasil da época e até mesmo agora.

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Sua Mecânica era enxuta

O 147 é um carro que é pouco visto em exposições e nos encontros de carros antigos, ele precisa ser mais visto e respeitado para despertar entusiastas e colecionadores que aceitem conservar os exemplares em atividade que são um pouco mais de 300 mil dos 710 mil produzidos.

Clubes da FIAT precisam ser mais bem conhecidos e divulgados e fica aqui o convite de entrar em contato com os Velhos da Casa Verde para a sua divulgação merecida, para finalizar o 147 dos carros iniciais da FIAT aqui no Brasil é o mais lembrado e ainda atrai olhares saudosistas em nossas ruas e estradas, talvez seja por isso que ele ganhou um singelo apelido, lembrando que ele foi o primeiro carro movido por etanol, ele é chamado pelos mais próximos de “Cachacinha”.       

Visite nossa loja e por favor ajude o nosso clube os Velhos da Casa Verde a preservar a memória dos automóveis Brasileiros.  

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