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ROMI-ISETTA: O COMPACTOR QUE NÃO FOI CONSIDERADO CARRO.

https://www.disalconsorcio.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/shutterstock_2113191065-726×485.png

Ela tem o mesmo barulho de uma cortadeira de grama, ele é um carro muito interessante e oque chama até hoje a atenção daqueles carros iniciais do Brasil.

Apesar de ser lançado em 1956 não foi considerado como um carro por falta das portas de um automóvel.

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A Propaganda mostrava a facilidade de um carro associado ao lazer

Sua fabrica era em Santa Barbara d’ Oeste interior de São Paulo, e por não ter as portas laterais à entrada no carro era pela frente que praticamente se deslocava inteira.

Para andar neste belo carrinho tinha que ter certos cuidados e uma boa habilidade, a 1ª marcha era para baixo e as demais para frente numa linha reta e a alavanca ficava no espaço onde seria uma possível alavanca para abrir o vidro da janela do motorista em outro carro qualquer.

FICHA TÉCNICA

Motor dois tempos de 236 cm³ (9,5 c.v.),

Sendo atualizado em 1959 para um motor BMW 4 tempos de 298 cm³ (13 c.v.),

Câmbio de 4 marchas e velocidade máxima próxima de 90 km/h

Chegava ao máximo 80 km apesar do fabricante jurar 90 km e o velocímetro apontar 100 km. 80 km era muito considerando o peso do automóvel que era somente 360 Kg.

As primeiras Romi tinham motores de dois tempos e com 2 cilindros e um motor de 13 C.v., debaixo do banco do lado do passageiro tinha um segundo tanque de combustível com a capacidade de 3 litros, sendo que ele conseguiu fazer 25 km por litro em média.

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Linha da montagem do carro em 1957

Fez muito sucesso na juventude dos anos 50 que buscavam um carro descolado e sem o jeito de “tiozão” que as marcas de carros americanos impunham.

Sua Roda era de aro 10 e seus vidros de observação da paisagem eram de plásticos, e como a 2ª Guerra era algo muito presente na lembrança das pessoas foi apelidado de Torre do Atirador… Lembrando os Bombardeios da Guerra.

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Foi muito cobiçado pelos jovens ricos, mas pouco pratico para o trabalhador, mas seu preço era bom ele equivalia a 60% de um fusca zero, e o fusca por ter portas laterais e espaço era considerado mais vantajoso, foram produzidas um pouco mais de 3000 exemplares de 1956 até 1959 quando a fabrica resolveu fechar a produção e se livrar do estoque de peças, por isso foram produzidas em menor quantidade até 1961.

MOTOR LATERAL

CREATOR: gd-jpeg v1.0 (using IJG JPEG v62), quality = 75

Seu motor era alcançado por uma portinha na lateral um pouco atrás do lugar do passageiro, e tudo ficava lá perto do motor mesmo o motor de partida e o dínamo é uma peça só.

Hoje é um carro raro e muito querido pelo publico, que basta ver algum na rua que já abrem um sorriso, fazem questão de contar alguma historia e recordar algum parente que tinha um bichinho desses.

O FIM

A marca de origem italiana poderia ter ficado mais tempo operando por aqui, se o Governo de Juscelino Kubitschek não tivesse deixado a marca à margem da politica de incentivos para a fabricação de automóveis, influenciado por suas concorrentes que não desejam o carrinho considerado fraco mais perigoso para o mercado.

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https://retornar.com.br/wp-content/uploads/2022/10/projeto-do-Romi-Isetta-lexicar-Brasil.jpg

Muitos até hoje acham que o carrinho tinha somente três rodas, mas não é verdade ele tinha quatro rodas só que o eixo traseiro era mais curto.

Espero ter te ajudado há conhecer um pouco mais a fascinante pagina dos nossos Carros Nacionais, O Clube Velhos da Casa Verde é composto por entusiastas que adoram contar a rica historia do automobilismo Brasileiro, ajude a divulgar nossa pagina.  

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