
Ela tem o mesmo barulho de uma cortadeira de grama, ele é um carro muito interessante e oque chama até hoje a atenção daqueles carros iniciais do Brasil.
Apesar de ser lançado em 1956 não foi considerado como um carro por falta das portas de um automóvel.

A Propaganda mostrava a facilidade de um carro associado ao lazer
Sua fabrica era em Santa Barbara d’ Oeste interior de São Paulo, e por não ter as portas laterais à entrada no carro era pela frente que praticamente se deslocava inteira.
Para andar neste belo carrinho tinha que ter certos cuidados e uma boa habilidade, a 1ª marcha era para baixo e as demais para frente numa linha reta e a alavanca ficava no espaço onde seria uma possível alavanca para abrir o vidro da janela do motorista em outro carro qualquer.
FICHA TÉCNICA
Motor dois tempos de 236 cm³ (9,5 c.v.),
Sendo atualizado em 1959 para um motor BMW 4 tempos de 298 cm³ (13 c.v.),
Câmbio de 4 marchas e velocidade máxima próxima de 90 km/h.
Chegava ao máximo 80 km apesar do fabricante jurar 90 km e o velocímetro apontar 100 km. 80 km era muito considerando o peso do automóvel que era somente 360 Kg.
As primeiras Romi tinham motores de dois tempos e com 2 cilindros e um motor de 13 C.v., debaixo do banco do lado do passageiro tinha um segundo tanque de combustível com a capacidade de 3 litros, sendo que ele conseguiu fazer 25 km por litro em média.

https://retornar.com.br/wp-content/uploads/2022/10/Linha-de-Producao-Disal-Consorcio.jpg
Linha da montagem do carro em 1957
Fez muito sucesso na juventude dos anos 50 que buscavam um carro descolado e sem o jeito de “tiozão” que as marcas de carros americanos impunham.
Sua Roda era de aro 10 e seus vidros de observação da paisagem eram de plásticos, e como a 2ª Guerra era algo muito presente na lembrança das pessoas foi apelidado de Torre do Atirador… Lembrando os Bombardeios da Guerra.

Foi muito cobiçado pelos jovens ricos, mas pouco pratico para o trabalhador, mas seu preço era bom ele equivalia a 60% de um fusca zero, e o fusca por ter portas laterais e espaço era considerado mais vantajoso, foram produzidas um pouco mais de 3000 exemplares de 1956 até 1959 quando a fabrica resolveu fechar a produção e se livrar do estoque de peças, por isso foram produzidas em menor quantidade até 1961.
MOTOR LATERAL

Seu motor era alcançado por uma portinha na lateral um pouco atrás do lugar do passageiro, e tudo ficava lá perto do motor mesmo o motor de partida e o dínamo é uma peça só.
Hoje é um carro raro e muito querido pelo publico, que basta ver algum na rua que já abrem um sorriso, fazem questão de contar alguma historia e recordar algum parente que tinha um bichinho desses.
O FIM
A marca de origem italiana poderia ter ficado mais tempo operando por aqui, se o Governo de Juscelino Kubitschek não tivesse deixado a marca à margem da politica de incentivos para a fabricação de automóveis, influenciado por suas concorrentes que não desejam o carrinho considerado fraco mais perigoso para o mercado.

https://carroscomcamanzi.com.br/wp-content/uploads/2024/09/propaganda-romi-isetta-divulg-600×400.jpg

https://retornar.com.br/wp-content/uploads/2022/10/projeto-do-Romi-Isetta-lexicar-Brasil.jpg
Muitos até hoje acham que o carrinho tinha somente três rodas, mas não é verdade ele tinha quatro rodas só que o eixo traseiro era mais curto.

Espero ter te ajudado há conhecer um pouco mais a fascinante pagina dos nossos Carros Nacionais, O Clube Velhos da Casa Verde é composto por entusiastas que adoram contar a rica historia do automobilismo Brasileiro, ajude a divulgar nossa pagina.