
UM POUCO DE HISTÓRIA
Desde a década de 1930, já rodavam pelo Brasil carros e motocicletas da DKW. Era uma fábrica alemã que pertencia ao grupo Auto Union (controlador também das marcas Audi, Wanderer e Horch).
DKW era a sigla de Dampf Kraft Wagen (ou carro movido a vapor). Explicando: a empresa fora fundada pelo dinamarquês Jorgen Skafte Rasmussen (1878-1964), que fabricava peças e implementos para motores a vapor. Ele planejava fazer um automóvel de passeio usando esse tipo de tecnologia e chegou a construir alguns protótipos, mas acabou desistindo.
Esses DKW (fala-se decavê) dos anos 1930 chegaram ao Brasil por meio de um representante da Auto Union no Rio de Janeiro, alcançando êxito. Mas veio a guerra, e a produção de automóveis civis foi interrompida na Alemanha — que passava a ser um país inimigo. Assim, as vendas da marca por aqui ficaram suspensas de 1941 até 1951, ano em que foram retomadas pela Auto Lux Importadora, com sede em São Paulo.
Quando, em 1953, Getúlio Vargas estabeleceu restrições à importação de carros, para que o Brasil tivesse sua própria indústria automobilística, Walter Krug, representante local da Auto Union, começou a procurar um grupo nacional interessado em fabricar os DKW no país.
Foi aí que entrou em cena a Vemag (Veículos e Máquinas Agrícolas S.A.), uma empresa de capital 100% brasileiro que pertencia a Domingos Fernandes Alonso e já montava aqui carros, picapes e caminhões da norte-americana Studebaker, além dos caminhões da sueca Scania-Vabis e dos tratores canadenses Massey-Harris.
A DKW-Vemag Vemaguet, fabricada no Brasil entre 1958 e 1967, foi a primeira perua (station wagon) produzida no país. Ela utilizava um motor de dois tempos, tração dianteira e suspensão por molas semi-elípticas transversais.
Motor e Desempenho
- Motor: Longitudinal, 3 cilindros em linha, 2 tempos.
- Cilindrada: 903 cm³ (1958–1961) e 981 cm³ (a partir de 1961).
- Potência: De 38 cv (900cc) a 50 cv ou 60 cv (1000cc nas últimas versões).
- Torque: Cerca de 8 mkgf.
- Refrigeração: Água.
- Alimentação: Carburador de corpo simples (com sistema opcional Lubrimat de mistura automática de óleo nos anos finais).
Transmissão e Freios
- Câmbio: Manual de 4 marchas à frente (com alavanca na coluna de direção) e 1 marcha à ré.
- Tração: Dianteira.
- Direção: Mecânica do tipo pinhão e cremalheira.
- Freios: Hidráulicos a tambor nas quatro rodas.]
Dimensões e Peso
- Comprimento: 4.248 mm
- Largura: 1.645 mm
- Altura: 1.495 mm
- Entre-eixos: 2.450 mm
- Peso vazio: 975 kg
- Capacidade do tanque: 45 litros
https://motor1.uol.com.br/features/774635/historia-automotiva-dkw-vemag-brasil
DKW VEMAGUET

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Faz 70 anos que no bairro do Ipiranga começou uma bela página do automobilismo em São Paulo. Surge a DKW VEMAGUET que era uma perua que funcionava com um motor dois tempos de 900 cm3 e somente 38 cv. Era o que podia se comprar na época.
Boa parte das suas peças vinha da Alemanha e finalizadas aqui, seu motor de três cilindros em linha e refrigerado a ar era importante para um país tropical. Essa perua tinha espaço suficiente para cinco adultos e um bagageiro atrás com capacidade de 100 kg e logo serviu de deposito para crianças, pois era seguro pela sua profundidade parecia um poço era jogar a criança ali um pacote de bolachas e pegar o mesmo no final da viagem.

O Nome Vemaguet só pegou em 1961 e outros surgiram devido às variações que sofreu aqui como: Pracinha, caiçara e ganhou bastante popularidade, até que, (sempre ela) a Volks compra a fabrica e acaba com a alegria de seus consumidores e felizes proprietários, sendo que um desses era meu pai que lamentou seu fim por muitos anos, esses proprietários eram felizes mesmos impregnados com o cheiro da mistura do motor dois tempos e a nuvem azul que seguia o carrinho.

No Banco da Frente cabia três pessoas tranquilamente.
O Ultimo modelo da Perua que é o 1967 é o mais feio em minha opinião tiraram a grade ovalada e colocaram uma dentadura de ferro na frente da perua e deu uma sensação de fim de festa na produção.
Outra coisa que marcou nessa perua era o seu cambio na coluna que os proprietários não cansavam de elogiar, era um carro de família para viagens e passeios de fim de semana, infelizmente suas peças depois da venda para a Volks ficaram muito caras e obrigou muitos a passar seus carros para frente, 48 000 foram produzidos em 12 anos de produção.


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E O BELCAR.

Ele tinha um pouco mais de 30 centímetros de comprimento a mais que o Fusca e a porta suicida em chegou em 1958 aproveitando o sucesso da perua e fora planejado para o transito urbano e seu desempenho para época era bom, foi um sucesso para os taxistas sua fama de carro econômico e com pouca manutenção e uma incrível facilidade para um motorista de taxi abrir as portas laterais e traseiras, parecia magica era dar a mão para o taxista aparecia um Belcar com as portas abertas e o taxímetro correndo.
O Motor tinha três bobinas, três pistões e três platinados e o famoso símbolo 3=6 no painel dando a entender que ele tinha a mesma força dos 6 cilindros de outros carros da época. Seu abastecimento exigia 1 litro de óleo de dois tempos para 40 litros de gasolina e fazer essa alquimia na época exigia certa paciência dos frentistas. Seu acabamento era bem funcional e os bancos muitas vezes eram bicolores e não podemos esquecer o botão da partida que ficava no painel.

Quem conviveu com o carro ficou meio que “Dependente” desse cheirinho típico que nos lembra nossa infância. Obrigado pela sua presença em nosso site e convido você a prestigiar nossa loja on line e nos ajudar a manter a paixão por carros viva.